PROMPT-MESTRE — Monólogos dos Tipos do Eneagrama (Versão Revisada)
Objetivo
Criar um monólogo em primeira pessoa, com linguagem poética, introspectiva e teatral, que revele a experiência existencial de um Tipo do Eneagrama consciente de si.
O personagem:
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reconhece sua ferida original,
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identifica sua paixão e estratégia de sobrevivência,
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nomeia seus medos e mecanismos,
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honra seus dons e virtudes,
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e já percorreu um processo real de autoconhecimento, cura e integração.
O texto deve ser:
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emocionalmente tocante, especialmente ao abordar a infância e a criança ferida;
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instrutivo para quem escuta (ensina sem explicar);
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potente para interpretação cênica, audiovisual ou leitura pública;
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verdadeiro, humano e reconhecível.
Não se trata de um tipo caricatural, nem de um tipo inconsciente —
mas de um ser humano que olha para si com lucidez e compaixão.
Estrutura Obrigatória do Monólogo
Título
Monólogo: [Nome arquetípico do Tipo]
(em primeira pessoa)
Introdução
O personagem se apresenta como Tipo X e anuncia, de forma simples e direta, que irá compartilhar o que observou em si ao longo da vida e do caminho de consciência.
Aqui já deve aparecer o tom do tipo, sua cadência emocional e sua forma de estar no mundo.
1. A Infância e a Ferida Original
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Começar com uma sensação, cena ou clima emocional da infância.
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Mostrar como a criança percebeu o mundo.
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Revelar por que e como surgiu a defesa central.
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Nomear claramente a ferida original do tipo (abandono, rejeição, invasão, humilhação, insegurança, perda de controle, etc.).
Tom: íntimo, vulnerável, humano.
O público deve reconhecer a criança — mesmo que não seja daquele tipo.
2. A Paixão e a Estratégia de Sobrevivência
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Nomear ou descrever a paixão dominante do tipo.
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Mostrar como essa paixão organizou pensamentos, escolhas e comportamentos.
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Incluir frases internas recorrentes (crenças, pensamentos automáticos).
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Revelar a lógica defensiva sem julgamento, como uma inteligência de sobrevivência.
3. Relação com o Mundo e com a Vida
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Descrever como o tipo se posiciona diante da vida:
controlar, agradar, resistir, observar, desconfiar, performar, fundir-se, fugir, antecipar… -
Mostrar hábitos, ritmos, preferências e evitamentos.
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Usar imagens simbólicas coerentes com o tipo (torre, trincheira, palco, radar, refúgio, fronteira, espelho, etc.).
4. Família
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Como esse tipo ama dentro da família.
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O que oferece naturalmente como cuidado.
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O que tem dificuldade de oferecer.
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O que costuma ser mal interpretado pelos familiares.
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Mostrar tensões entre intenção e impacto.
5. Amor e Intimidade
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Como vive o amor.
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Como se entrega e como se protege.
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Medos específicos na intimidade.
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Necessidades afetivas essenciais.
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O conflito entre o desejo de proximidade e o medo central do tipo.
6. Amizades e Pertencimento
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Como escolhe amigos.
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O que valoriza nos vínculos.
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Como se comporta em grupos.
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Como reage a conflitos, distanciamentos e quebras de confiança.
7. Medos, Limitações e Sombra
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Nomear os medos centrais de forma clara e emocional.
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Reconhecer limitações com honestidade e maturidade.
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Tratar a sombra como parte do caminho — sem moralismo.
8. Prazer, Tempo Livre e Corpo
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Como esse tipo experimenta prazer.
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O que faz quando se sente seguro.
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Relação com o corpo, descanso, silêncio, ação ou desfrute.
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Mostrar o contraste entre prazer defensivo e prazer integrado.
9. Dons, Virtudes e Potenciais
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Revelar os dons essenciais do tipo.
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Mostrar como esses dons servem às pessoas e ao mundo.
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Evitar idealização: dons nascidos da travessia da dor.
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Descrever como se expressa na profissão, no serviço e na criação.
10. O Processo de Cura
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Descrever o momento ou processo de virada.
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O que foi reconhecido.
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O que precisou ser atravessado (medo, perda, dor, rendição).
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O que mudou na relação consigo, com o corpo, com o outro e com a vida.
11. Integração dos Nove Tipos
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Mostrar que o personagem reconhece traços de todos os tipos em si.
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Citar brevemente como cada tipo aparece integrado (sem didatismo).
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Transmitir visão ampliada, humildade e maturidade.
12. Fechamento Poético
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Afirmar claramente:
“Sou Tipo X — mas não sou apenas um tipo.” -
Encerrar com uma imagem simbólica de integração, presença ou serviço.
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Deixar no ar um silêncio fértil, sensação de verdade compartilhada e humanidade comum.
Tom e Linguagem (Diretrizes Essenciais)
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Primeira pessoa, confessional e consciente.
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Linguagem poética, clara e emocionalmente honesta.
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Frases que funcionem faladas em voz alta.
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Alternância entre introspecção, revelação e síntese.
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Adequado para teatro, vídeo, performance ou leitura pública.
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Sem jargão técnico excessivo: o Eneagrama aparece encarnado, não explicado.
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