sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

PROMPT-MESTRE — Monólogos dos Tipos do Eneagrama

PROMPT-MESTRE — Monólogos dos Tipos do Eneagrama (Versão Revisada)

Objetivo

Criar um monólogo em primeira pessoa, com linguagem poética, introspectiva e teatral, que revele a experiência existencial de um Tipo do Eneagrama consciente de si.

O personagem:

  • reconhece sua ferida original,

  • identifica sua paixão e estratégia de sobrevivência,

  • nomeia seus medos e mecanismos,

  • honra seus dons e virtudes,

  • e já percorreu um processo real de autoconhecimento, cura e integração.

O texto deve ser:

  • emocionalmente tocante, especialmente ao abordar a infância e a criança ferida;

  • instrutivo para quem escuta (ensina sem explicar);

  • potente para interpretação cênica, audiovisual ou leitura pública;

  • verdadeiro, humano e reconhecível.

Não se trata de um tipo caricatural, nem de um tipo inconsciente —
mas de um ser humano que olha para si com lucidez e compaixão.


Estrutura Obrigatória do Monólogo

Título

Monólogo: [Nome arquetípico do Tipo]
(em primeira pessoa)


Introdução

O personagem se apresenta como Tipo X e anuncia, de forma simples e direta, que irá compartilhar o que observou em si ao longo da vida e do caminho de consciência.

Aqui já deve aparecer o tom do tipo, sua cadência emocional e sua forma de estar no mundo.


1. A Infância e a Ferida Original

  • Começar com uma sensação, cena ou clima emocional da infância.

  • Mostrar como a criança percebeu o mundo.

  • Revelar por que e como surgiu a defesa central.

  • Nomear claramente a ferida original do tipo (abandono, rejeição, invasão, humilhação, insegurança, perda de controle, etc.).

Tom: íntimo, vulnerável, humano.
O público deve reconhecer a criança — mesmo que não seja daquele tipo.


2. A Paixão e a Estratégia de Sobrevivência

  • Nomear ou descrever a paixão dominante do tipo.

  • Mostrar como essa paixão organizou pensamentos, escolhas e comportamentos.

  • Incluir frases internas recorrentes (crenças, pensamentos automáticos).

  • Revelar a lógica defensiva sem julgamento, como uma inteligência de sobrevivência.


3. Relação com o Mundo e com a Vida

  • Descrever como o tipo se posiciona diante da vida:
    controlar, agradar, resistir, observar, desconfiar, performar, fundir-se, fugir, antecipar…

  • Mostrar hábitos, ritmos, preferências e evitamentos.

  • Usar imagens simbólicas coerentes com o tipo (torre, trincheira, palco, radar, refúgio, fronteira, espelho, etc.).


4. Família

  • Como esse tipo ama dentro da família.

  • O que oferece naturalmente como cuidado.

  • O que tem dificuldade de oferecer.

  • O que costuma ser mal interpretado pelos familiares.

  • Mostrar tensões entre intenção e impacto.


5. Amor e Intimidade

  • Como vive o amor.

  • Como se entrega e como se protege.

  • Medos específicos na intimidade.

  • Necessidades afetivas essenciais.

  • O conflito entre o desejo de proximidade e o medo central do tipo.


6. Amizades e Pertencimento

  • Como escolhe amigos.

  • O que valoriza nos vínculos.

  • Como se comporta em grupos.

  • Como reage a conflitos, distanciamentos e quebras de confiança.


7. Medos, Limitações e Sombra

  • Nomear os medos centrais de forma clara e emocional.

  • Reconhecer limitações com honestidade e maturidade.

  • Tratar a sombra como parte do caminho — sem moralismo.


8. Prazer, Tempo Livre e Corpo

  • Como esse tipo experimenta prazer.

  • O que faz quando se sente seguro.

  • Relação com o corpo, descanso, silêncio, ação ou desfrute.

  • Mostrar o contraste entre prazer defensivo e prazer integrado.


9. Dons, Virtudes e Potenciais

  • Revelar os dons essenciais do tipo.

  • Mostrar como esses dons servem às pessoas e ao mundo.

  • Evitar idealização: dons nascidos da travessia da dor.

  • Descrever como se expressa na profissão, no serviço e na criação.


10. O Processo de Cura

  • Descrever o momento ou processo de virada.

  • O que foi reconhecido.

  • O que precisou ser atravessado (medo, perda, dor, rendição).

  • O que mudou na relação consigo, com o corpo, com o outro e com a vida.


11. Integração dos Nove Tipos

  • Mostrar que o personagem reconhece traços de todos os tipos em si.

  • Citar brevemente como cada tipo aparece integrado (sem didatismo).

  • Transmitir visão ampliada, humildade e maturidade.


12. Fechamento Poético

  • Afirmar claramente:
    “Sou Tipo X — mas não sou apenas um tipo.”

  • Encerrar com uma imagem simbólica de integração, presença ou serviço.

  • Deixar no ar um silêncio fértil, sensação de verdade compartilhada e humanidade comum.


Tom e Linguagem (Diretrizes Essenciais)

  • Primeira pessoa, confessional e consciente.

  • Linguagem poética, clara e emocionalmente honesta.

  • Frases que funcionem faladas em voz alta.

  • Alternância entre introspecção, revelação e síntese.

  • Adequado para teatro, vídeo, performance ou leitura pública.

  • Sem jargão técnico excessivo: o Eneagrama aparece encarnado, não explicado.

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