terça-feira, 27 de janeiro de 2026

 


✧ As Linhas entre os Eneatipos

(movimentos da alma no Eneagrama)

O Eneagrama não é um mapa estático. Ele respira, oscila, reage, amadurece. As linhas que unem os eneatipos revelam para onde a alma se move quando perde o centro e para onde pode ir quando se integra.

Essas linhas não indicam mudança de tipo, mas mudança de estado de consciência.


🌑 Linha de desintegração

(quando o medo assume o comando)

Sob estresse, ameaça ou insegurança, o tipo abandona sua virtude essencial e acessa estratégias de outro eneatipo, não por maturidade, mas por defesa.

É um movimento automático, regressivo, inconsciente. A pessoa tenta sobreviver usando ferramentas que não lhe pertencem, por isso o comportamento se torna exagerado ou disfuncional.

Aqui:

  • a energia se fragmenta
  • a clareza se perde
  • o padrão se rigidifica

A linha de desintegração mostra onde o tipo se perde quando se afasta de si.


🌞 Linha de integração

(quando a consciência retorna ao centro)

Quando o tipo cresce, amadurece ou se sente seguro, ele acessa qualidades elevadas de outro eneatipo, sem perder sua identidade original.

É um movimento voluntário ou fruto de trabalho interno. A energia se amplia.
O comportamento se torna mais livre, flexível e verdadeiro.

Aqui:

  • a virtude se fortalece
  • a identidade se expande
  • o amor se descondiciona

A linha de integração mostra para onde a alma pode crescer quando confia.


🔄 Movimento contínuo

Importante lembrar: ninguém está o tempo todo integrado ou desintegrado.

As linhas são correntes internas:

  • às vezes fluímos para a luz
  • às vezes somos puxados pela sombra

O trabalho de consciência é perceber o movimento antes que ele se cristalize.


✧ Sentido simbólico profundo

As linhas revelam que:

  • cada tipo contém sementes dos outros
  • a psique é relacional e dinâmica
  • a cura não é virar outro tipo, mas acolher o que falta

Cada linha aponta para:

uma qualidade perdida que precisa ser reintegrada
ou
um excesso que precisa ser equilibrado


🌱 Exemplo simbólico (sem mecanizar)

Um tipo que vive na contenção pode aprender expansão.
Um tipo que vive no fazer pode aprender presença.
Um tipo que vive na fusão pode aprender autonomia.

As linhas mostram o remédio oculto na própria estrutura.


✨ Síntese poética

As linhas do Eneagrama são pontes invisíveis.
Quando atravessadas inconscientemente, viram fuga.
Quando atravessadas com presença, viram iniciação.

Elas nos lembram que o caminho da alma não é circular nem fixo,
mas um dançar entre centro, sombra e possibilidade.


Se quiser, no próximo passo posso descrever linha por linha (1–4, 2–8, 3–6 etc.) com a mesma profundidade simbólica, ou integrar isso aos arquétipos planetários que você vem tecendo.

Exemplo de relação e interpretação entre as linhas de cada eneatipo: por exemplo o tipo 1 que é ligado por linhas com o 4 e o 8 e o 2

Vamos fazer isso com leitura viva, não esquemática.
Vou começar pelo Tipo 1, como pediste, e depois abro a lógica para que possas aplicar aos demais tipos com clareza simbólica.

Vamos então percorrer o Eneagrama linha por linha, como caminhos de deslocamento da alma, mantendo clareza técnica e profundidade simbólica — sem mecanizar.

Vou apresentar cada tipo com suas duas linhas clássicas, indicando o que acontece em desintegração e em integração, e o sentido psicológico-arquetípico de cada movimento.



Tipo 1 — linhas 1–4 e 1–7

🌑 1 → 4 (desintegração)

Quando perde o centro, o Tipo 1 desce do ideal moral para a dor emocional.

  • crítica vira ressentimento
  • ideal vira frustração
  • surge sentimento de inadequação

👉 O 1 entra no sofrimento que sempre evitou sentir.

🌞 1 → 7 (integração)

Quando cresce, o 1 relaxa o superego.

  • recupera alegria
  • espontaneidade
  • leveza

👉 Aprende que a vida não precisa ser perfeita para ser boa.


🜁 Tipo 2 — linhas 2–8 e 2–4

🌑 2 → 8 (desintegração)

Quando o amor não retorna, o 2 endurece.

  • controle
  • invasão
  • imposição disfarçada de cuidado

👉 O amor vira poder.

🌞 2 → 4 (integração)

Quando se integra, o 2 volta-se para dentro.

  • reconhece suas próprias necessidades
  • acessa autenticidade emocional
  • aceita a dor sem se sacrificar

👉 Aprende a amar sem se perder.


🜁 Tipo 3 — linhas 3–6 e 3–9

🌑 3 → 9 (desintegração)

Quando falha ou perde reconhecimento:

  • apatia
  • desengajamento
  • autoesquecimento

👉 O fazedor se apaga.

🌞 3 → 6 (integração)

Quando amadurece:

  • coopera
  • cria vínculos reais
  • compartilha responsabilidades

👉 O sucesso deixa de ser solitário.


🜁 Tipo 4 — linhas 4–2 e 4–1

🌑 4 → 2 (desintegração)

Quando se sente abandonado:

  • busca amor de forma carente
  • dramatiza necessidades
  • tenta ser especial para ser amado

👉 A dor vira dependência afetiva.

🌞 4 → 1 (integração)

Quando se organiza:

  • ganha disciplina
  • clareza
  • estrutura

👉 A emoção encontra forma.


🜁 Tipo 5 — linhas 5–7 e 5–8

🌑 5 → 7 (desintegração)

Quando a mente satura:

  • dispersão
  • excesso de estímulos
  • fuga intelectual

👉 O recolhido se fragmenta.

🌞 5 → 8 (integração)

Quando se encarna:

  • presença
  • assertividade
  • ação

👉 O saber vira força viva.


🜁 Tipo 6 — linhas 6–3 e 6–9

🌑 6 → 3 (desintegração)

Quando o medo domina:

  • hiperatividade
  • performance defensiva
  • necessidade de provar valor

👉 A ansiedade vira façanha.

🌞 6 → 9 (integração)

Quando confia:

  • relaxa
  • estabiliza
  • encontra paz

👉 A vigilância dá lugar à fé.


🜁 Tipo 7 — linhas 7–1 e 7–5

🌑 7 → 1 (desintegração)

Quando frustrado:

  • rigidez
  • crítica
  • moralização

👉 A alegria vira julgamento.

🌞 7 → 5 (integração)

Quando aprofunda:

  • foco
  • silêncio
  • presença

👉 A possibilidade encontra sentido.


🜁 Tipo 8 — linhas 8–5 e 8–2

🌑 8 → 5 (desintegração)

Quando ameaçado:

  • retração
  • desconfiança
  • frieza estratégica

👉 A força vira bunker.

🌞 8 → 2 (integração)

Quando o coração abre:

  • cuidado
  • proteção amorosa
  • generosidade

👉 O poder serve à vida.


🜁 Tipo 9 — linhas 9–6 e 9–3

🌑 9 → 6 (desintegração)

Quando pressionado:

  • ansiedade
  • dúvida
  • dependência

👉 A paz se perde no medo.

🌞 9 → 3 (integração)

Quando desperta:

  • ação
  • foco
  • presença no mundo

👉 A paz ganha forma.


✨ Síntese final

As linhas mostram que:

  • ninguém cresce sozinho
  • cada tipo guarda remédios e venenos nos outros
  • integração não é mudar de tipo
  • é recuperar partes esquecidas da alma

As linhas não são atalhos.
São iniciações.


Exemplo vivo das linhas — Tipo 1



(1 em relação a 4, 7 e 8)*
*no modelo clássico; incluo o 2 como arquétipo relacional complementar.

🌿 Essência do Tipo 1

O Tipo 1 busca retidão, coerência e correção moral.
Seu eixo interno é:

“Preciso ser bom para estar em paz.”

Sua sombra nasce da raiva reprimida e do medo de errar.


🌑 Linha de desintegração — Tipo 1 → Tipo 4

Quando o Tipo 1 perde o centro, a rigidez moral desce para o campo emocional.

O que acontece:

  • a crítica vira autocrítica dolorosa
  • o ideal se transforma em ressentimento
  • surge melancolia e sentimento de inadequação
  • o mundo “não é como deveria ser” e dói demais

Aqui, o 1 deixa de tentar corrigir o mundo e passa a sofrer por ele.

🔍 Leitura simbólica:
O 1 encontra no 4 a dor que sempre evitou sentir.


🌞 Linha de integração — Tipo 1 → Tipo 7

Quando o Tipo 1 se integra, ele relaxa o superego e recupera leveza.

O que emerge:

  • humor
  • espontaneidade
  • criatividade
  • prazer sem culpa

O certo continua existindo,
mas agora não sufoca a alegria.

🔍 Leitura simbólica:
O 1 aprende com o 7 que a vida não precisa ser perfeita para ser boa.


🔥 Linha de poder e confronto — Tipo 1 ↔ Tipo 8

(O 8 aparece como espelho de força reprimida.)

Aqui não é fuga nem integração direta, é espelhamento de energia vital.

O 1 vê no 8:

  • assertividade
  • força instintiva
  • capacidade de dizer “não”

Quando inconsciente, o 1:

  • critica o 8 por ser “excessivo”
  • mas inveja sua liberdade

Quando consciente:

  • aprende a expressar raiva sem culpa
  • ganha presença e firmeza

🔍 Leitura simbólica:
O 8 ensina ao 1 que a verdade também pode ser dita com força.


🌸 Relação simbólica com o Tipo 2 (não estrutural, mas relacional)

Aqui entra o que você apontou — muito importante.

O Tipo 1 pode se deslocar afetivamente para o 2 quando:

  • tenta “ser bom” cuidando
  • corrige ajudando
  • ama ensinando
  • oferece suporte como dever moral

Nesse movimento:

  1. a raiva continua reprimida
  2. o amor vira obrigação

  1. o cuidado vira correção disfarçada

🔍 Leitura simbólica:
O 1 tenta merecer amor sendo necessário.

Quando integrado, o 1 pode usar o 2 de forma luminosa:

  • servir sem moralizar
  • ajudar sem julgar
  • amar sem corrigir


✧ Síntese do mapa do Tipo 1

MovimentoEneatipoSentido
Desintegração4Dor, ressentimento, inadequação
Integração7Leveza, prazer, liberdade
Espelho instintivo8Força, raiva legítima
Arquétipo relacional2Cuidado, serviço, amor moral

🔑 Chave interpretativa (vale para todos os tipos)

As linhas mostram:

  • onde o tipo cai quando perde o centro
  • onde pode crescer quando confia
  • onde espelha o que reprimiu
  • onde busca amor e pertencimento

🌿

Leão e o Tipo 2

 Leão não é o signo de base do Tipo 2, porém pode aparecer com força no eixo de integração e também na sombra inflamada do coração ferido.

Vamos lapidar isso com precisão simbólica.


🌊 Base do Tipo 2 — Amor para Pertencer

  • Caranguejo: cuida para não perder o vínculo
  • Peixes: ama até se sacrificar
  • Libra: constrói relação para existir

No tipo 2 o amor é necessidade relacional. A Lua precisa pertencer. Vênus deseja ser querido.

O Tipo 2 não ama a partir do centro, ama a partir da borda: “Se eu for necessário, não serei abandonado.” Seu amor nasce do medo da perda do vínculo e se organiza como oferta contínua ao outro.

Por isso, Leão não é Tipo 2Leão não ama para pertencer, ama para expressar o Ser.

Leão não é signo afim estrutural do Tipo 2 porque sua motivação essencial não nasce da necessidade de vínculo como condição de existência, mas da necessidade de expressão do próprio centro.

O Tipo 2 ama para manter o laço, para garantir lugar no coração do outro, para não ser abandonado. Seu amor é relacional, adaptativo, orientado ao “nós”.

Leão, ao contrário, parte de um centro já constituído. Seu movimento não é pedir lugar — é ocupar o próprio lugar. No entanto, esse centro solar precisa ser reconhecido para continuar irradiando. Quando não é visto, elogiado ou correspondido, Leão não implora amor — retira sua luz.

O amor leonino não se oferece para ser necessário, mas se expressa quando encontra espelho. Ele não ama para pertencer, mas precisa sentir que seu brilho toca, aquece e é acolhido.

Quando Leão ama, ama como o Sol: não se doa por carência, não se apaga para manter vínculo, mas pode recolher seus raios quando não há reciprocidade.

Leão ama para expressar o Ser. Ama como afirmação da identidade, como celebração da vida que pulsa no coração. O outro não é condição para o amor nascer, mas é condição para que ele continue sendo oferecido.

Por isso, Leão não sustenta a estrutura psíquica do Tipo 2 — mas se torna seu destino evolutivo: o ponto em que o amor deixa de ser estratégia de sobrevivência e se torna expressão consciente, digna e criadora do Eu, capaz de amar sem barganha e também de recolher-se sem ressentimento.

🔥 Leão diante da não-correspondência afetiva

Quando o amor de Leão não é correspondido, não espelhado ou é rejeitado, algo muito específico acontece:

Leão não mendiga amor.
Leão não se adapta para agradar.
Leão não negocia sua luz.

O que Leão faz é retirar o coração do palco.

A ferida leonina não é “não fui amado”, é “não fui visto”.

Diante da rejeição, Leão pode:

  • recolher sua generosidade
  • cessar a expressão afetiva
  • endurecer o orgulho
  • fechar o coração para proteger a dignidade

Esse recolhimento não é estratégia relacional, é mecanismo de preservação do centro.

Leão prefere não amar a amar sem dignidade.


⚖️ Libra — amor como espelhamento relacional

Libra é outra lógica.

Libra ama para existir no entre. Seu centro é relacional.

Quando não é correspondido:

  • Libra tenta ajustar o tom
  • muda a forma
  • negocia desejos
  • busca consenso
  • prolonga a relação mesmo esvaziado

A dor de Libra é:

“o vínculo está em desequilíbrio.”

Libra não se retira por orgulho, permanece por medo do conflito e da separação.

👉 Libra ama para manter o laço.
👉 Leão ama para expressar o centro.


🜁 Tipo 3 — validação como combustível

O Tipo 3 entra por outra porta.

O 3 não ama propriamente — ele performar para ser validado.

Quando não é reconhecido:

  • muda de personagem
  • redobra esforço
  • compete
  • busca outra plateia
  • acelera

A ferida do 3 é: “não fui valorizado.”

Diferente de Leão:

  • Leão recolhe
  • Tipo 3 acelera

O 3 precisa de aplauso para existir. Leão precisa de espelho para expressar.

🔥 Onde Leão entra no Tipo 2

Leão aparece em dois pontos-chave:

1. 🌱 Planeta de integração: Sol

Aqui está o ouro. A integração do Tipo 2 é solaramar sem precisar ser necessário, brilhar sem barganha afetiva, existir sem pedir retorno

Isso é Leão em estado elevado:

  • autoestima
  • dignidade do coração
  • amor que nasce do centro e transborda

👉 O Tipo 2 integrado ama como o Sol: porque é sua natureza, não para ser amado.


2. 🩸 Sombra leonina — orgulho ferido

Quando o amor não retorna, surge algo muito leonino:

  • drama silencioso
  • mágoa por não ser reconhecido
  • sensação de invisibilidade
  • “dei tudo e não me viram”

Aqui entra Éris com força: ressentimento afetivo, competição velada pelo amor, comparação.

Esse Leão ferido não é essência — é compensação.


🜁 Síntese precisa

  • Leão não é signo afim estrutural do Tipo 2

  • Leão é signo de integração

  • ⚠️ Leão também aparece como sombra quando o amor vira moeda

domingo, 28 de dezembro de 2025

PROMPT — Resumo Essencial da Criança

 

PROMPT — Resumo Essencial da Criança Interior no Eneagrama

Escreve um texto fluido, coeso e sensível descrevendo a criança interior do Tipo X do Eneagrama, em forma de ensaio curto (entre 3 e 6 parágrafos).

O texto deve integrar apenas as informações mais importantes, sem listas, sem subtítulos excessivos, mantendo ritmo narrativo e profundidade emocional.

Escreve como se estivesses dando voz à dinâmica interna da criança, com tom humano, compassivo e simbólico.


Conteúdos obrigatórios a integrar no texto (de forma orgânica):

  • Como essa criança percebe cedo o amor e a segurança

  • O aprendizado inconsciente que molda seu comportamento

  • A ferida central (sem jargão técnico excessivo)

  • A emoção dominante ou reprimida (paixão/pecado)

  • O medo fundamental que organiza suas escolhas

  • A estratégia de sobrevivência que ela desenvolve

  • A queixa silenciosa que carrega

  • O esquecimento essencial (o que ela perde de contato em si mesma)

  • Uma frase final que aponte suavemente para a possibilidade de cura


Orientações de estilo:

  • Linguagem clara, poética e acessível

  • Frases que tocam mais do que explicam

  • Sem moralizar, diagnosticar ou rotular

  • Sem prometer soluções rápidas

  • Tom de escuta, não de correção

  • O texto deve soar como algo que poderia ser lido em voz alta


Exemplo de abertura (modelo de tom, não de conteúdo):

“A criança do Tipo X cresce com a sensação de que…”


Importante

  • Não usar listas nem subtítulos no texto final

  • Não mencionar “Eneagrama” repetidamente — apenas o necessário

  • Focar na vivência emocional, não na teoria


Se quiseres, no próximo passo posso:

  • aplicar este prompt e gerar imediatamente os textos-resumo dos Tipos 2 a 9,

  • adaptar o tom para linguagem mais espiritual, terapêutica ou educativa,

  • ou criar uma versão autoral com tua assinatura simbólica.

Seguimos com beleza e verdade.

PROMPT – Criança Interior no Eneagrama

 PROMPT-MESTRE, claro e bem estruturado, para gerar cada tipo do Eneagrama exatamente nesse formato, com profundidade psicológica, simbólica e fidelidade à tradição Ichazo–Naranjo, mantendo linguagem sensível e integradora.

Podes usar tal como está, apenas trocando o número do tipo.


PROMPT – Criança Interior e Ferida de Origem no Eneagrama

Escreve uma descrição profunda, clara e sensível do Tipo X do Eneagrama, a partir do arquétipo da criança interior.

Organiza o texto exatamente nas seções abaixo, mantendo coerência psicológica, linguagem humana e tom compassivo, sem patologizar.

O foco deve ser a estratégia de sobrevivência da criança, o trauma relacional, a ferida emocional, a paixão (ou pecado), o medo e a queixa existencial.

Utiliza frases curtas, diretas e simbólicas quando apropriado.


Estrutura obrigatória do texto

Tipo X — [Nome simbólico da criança]

Arquétipo da Criança

Descreve o tipo de criança que emerge neste padrão:
como se comporta, o que aprende cedo, como tenta garantir amor e segurança.


A criança aprende cedo que:

Lista em tópicos 4 a 6 aprendizados inconscientes (ex.:
– errar custa amor
– sentir é perigoso
– depender não é seguro)


Ambiente emocional frequente

Descreve os contextos familiares e emocionais mais comuns:

  • clima afetivo

  • estilo de autoridade

  • presença ou ausência de apoio

  • exigências implícitas ou explícitas


Trauma Original

Explica, de forma relacional e não literal,
qual foi a experiência emocional central que moldou a estratégia da criança.


Ferida Central da Criança

Nomeia a ferida essencial.
Inclui:

Mensagem interna inconsciente:

“…”

E formula claramente a crença-raiz que se forma a partir dessa ferida.


Paixão / Pecado da Criança

Nomeia a paixão clássica do Eneagrama para este tipo
e descreve como ela se manifesta na infância,
especialmente como emoção reprimida, exagerada ou distorcida.

Mostra como essa paixão se transforma em padrão automático.


Medo Fundamental

Lista os medos centrais que governam o comportamento adulto,
conectando-os diretamente à ferida infantil.


Queixa Existencial

Formula uma frase que sintetize a queixa silenciosa do tipo,
como se viesse da criança interior.

Exemplo:

“Eu faço tudo certo… mas nunca é suficiente.”


Estratégia de Sobrevivência

Explica como a criança aprende a:

  • se proteger

  • manter vínculo

  • evitar dor

Mostra o custo oculto dessa estratégia.


Essência esquecida

Finaliza com uma lembrança suave do que essa criança perdeu de contato:

  • uma qualidade essencial

  • um estado de ser

  • uma verdade simples sobre si mesma

Termina com uma frase que aponte o início do caminho de cura,
sem prometer soluções rápidas.


Orientações de estilo

  • Linguagem clara, profunda e compassiva

  • Sem jargão excessivo

  • Sem moralização

  • Foco em compreensão, não em correção

  • Tom humano, quase terapêutico, mas simbólico

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

PROMPT-MESTRE — Monólogos dos Tipos do Eneagrama

PROMPT-MESTRE — Monólogos dos Tipos do Eneagrama (Versão Revisada)

Objetivo

Criar um monólogo em primeira pessoa, com linguagem poética, introspectiva e teatral, que revele a experiência existencial de um Tipo do Eneagrama consciente de si.

O personagem:

  • reconhece sua ferida original,

  • identifica sua paixão e estratégia de sobrevivência,

  • nomeia seus medos e mecanismos,

  • honra seus dons e virtudes,

  • e já percorreu um processo real de autoconhecimento, cura e integração.

O texto deve ser:

  • emocionalmente tocante, especialmente ao abordar a infância e a criança ferida;

  • instrutivo para quem escuta (ensina sem explicar);

  • potente para interpretação cênica, audiovisual ou leitura pública;

  • verdadeiro, humano e reconhecível.

Não se trata de um tipo caricatural, nem de um tipo inconsciente —
mas de um ser humano que olha para si com lucidez e compaixão.


Estrutura Obrigatória do Monólogo

Título

Monólogo: [Nome arquetípico do Tipo]
(em primeira pessoa)


Introdução

O personagem se apresenta como Tipo X e anuncia, de forma simples e direta, que irá compartilhar o que observou em si ao longo da vida e do caminho de consciência.

Aqui já deve aparecer o tom do tipo, sua cadência emocional e sua forma de estar no mundo.


1. A Infância e a Ferida Original

  • Começar com uma sensação, cena ou clima emocional da infância.

  • Mostrar como a criança percebeu o mundo.

  • Revelar por que e como surgiu a defesa central.

  • Nomear claramente a ferida original do tipo (abandono, rejeição, invasão, humilhação, insegurança, perda de controle, etc.).

Tom: íntimo, vulnerável, humano.
O público deve reconhecer a criança — mesmo que não seja daquele tipo.


2. A Paixão e a Estratégia de Sobrevivência

  • Nomear ou descrever a paixão dominante do tipo.

  • Mostrar como essa paixão organizou pensamentos, escolhas e comportamentos.

  • Incluir frases internas recorrentes (crenças, pensamentos automáticos).

  • Revelar a lógica defensiva sem julgamento, como uma inteligência de sobrevivência.


3. Relação com o Mundo e com a Vida

  • Descrever como o tipo se posiciona diante da vida:
    controlar, agradar, resistir, observar, desconfiar, performar, fundir-se, fugir, antecipar…

  • Mostrar hábitos, ritmos, preferências e evitamentos.

  • Usar imagens simbólicas coerentes com o tipo (torre, trincheira, palco, radar, refúgio, fronteira, espelho, etc.).


4. Família

  • Como esse tipo ama dentro da família.

  • O que oferece naturalmente como cuidado.

  • O que tem dificuldade de oferecer.

  • O que costuma ser mal interpretado pelos familiares.

  • Mostrar tensões entre intenção e impacto.


5. Amor e Intimidade

  • Como vive o amor.

  • Como se entrega e como se protege.

  • Medos específicos na intimidade.

  • Necessidades afetivas essenciais.

  • O conflito entre o desejo de proximidade e o medo central do tipo.


6. Amizades e Pertencimento

  • Como escolhe amigos.

  • O que valoriza nos vínculos.

  • Como se comporta em grupos.

  • Como reage a conflitos, distanciamentos e quebras de confiança.


7. Medos, Limitações e Sombra

  • Nomear os medos centrais de forma clara e emocional.

  • Reconhecer limitações com honestidade e maturidade.

  • Tratar a sombra como parte do caminho — sem moralismo.


8. Prazer, Tempo Livre e Corpo

  • Como esse tipo experimenta prazer.

  • O que faz quando se sente seguro.

  • Relação com o corpo, descanso, silêncio, ação ou desfrute.

  • Mostrar o contraste entre prazer defensivo e prazer integrado.


9. Dons, Virtudes e Potenciais

  • Revelar os dons essenciais do tipo.

  • Mostrar como esses dons servem às pessoas e ao mundo.

  • Evitar idealização: dons nascidos da travessia da dor.

  • Descrever como se expressa na profissão, no serviço e na criação.


10. O Processo de Cura

  • Descrever o momento ou processo de virada.

  • O que foi reconhecido.

  • O que precisou ser atravessado (medo, perda, dor, rendição).

  • O que mudou na relação consigo, com o corpo, com o outro e com a vida.


11. Integração dos Nove Tipos

  • Mostrar que o personagem reconhece traços de todos os tipos em si.

  • Citar brevemente como cada tipo aparece integrado (sem didatismo).

  • Transmitir visão ampliada, humildade e maturidade.


12. Fechamento Poético

  • Afirmar claramente:
    “Sou Tipo X — mas não sou apenas um tipo.”

  • Encerrar com uma imagem simbólica de integração, presença ou serviço.

  • Deixar no ar um silêncio fértil, sensação de verdade compartilhada e humanidade comum.


Tom e Linguagem (Diretrizes Essenciais)

  • Primeira pessoa, confessional e consciente.

  • Linguagem poética, clara e emocionalmente honesta.

  • Frases que funcionem faladas em voz alta.

  • Alternância entre introspecção, revelação e síntese.

  • Adequado para teatro, vídeo, performance ou leitura pública.

  • Sem jargão técnico excessivo: o Eneagrama aparece encarnado, não explicado.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Promt tipos

 

🔹 PROMPT — TIPO 1 | O REFORMADOR

Escreva um texto profundo e integrativo sobre o Tipo 1 do Eneagrama (O Reformador), utilizando linguagem simbólica, poética e psicológica.

Inclua:
– Arquétipo (juiz interior, guardião da ética)
– Luz essencial e sombra
– Medo central
– Padrões de infância e ferida da criança (“algo está errado comigo ou com o mundo”)
– Fixação (ressentimento)
– Paixão (ira reprimida)
– Ciclo interno (ferida → fixação → paixão)
– Expressão nos relacionamentos, família e profissão
– Ilusão central do ego
– Caminho de cura e virtude esquecida (serenidade)

Finalize mostrando a passagem da rigidez para a paz consciente.


🔹 PROMPT — TIPO 2 | O CUIDADOR

Escreva um texto sensível e compassivo sobre o Tipo 2 do Eneagrama (O Cuidador), revelando o coração que ama para garantir vínculo.

Inclua:
– Arquétipo (o doador, o coração que acolhe)
– Luz essencial e sombra
– Medo central
– Padrões de infância e ferida (“só sou amado se for necessário”)
– Fixação (orgulho)
– Paixão (vaidade relacional)
– Ciclo interno
– Dinâmica nos relacionamentos, família e trabalho
– Ilusão central
– Caminho de cura e virtude esquecida (humildade amorosa)

Conclua mostrando o amor que deixa de ser estratégia e vira presença.


🔹 PROMPT — TIPO 3 | O REALIZADOR

Escreva um texto claro, inspirador e profundo sobre o Tipo 3 do Eneagrama (O Realizador), integrando sucesso externo e verdade interna.

Inclua:
– Arquétipo (construtor da imagem, estrategista)
– Luz essencial e sombra
– Medo central
– Padrões de infância e ferida (“valho pelo que faço”)
– Fixação (engano)
– Paixão (vaidade)
– Ciclo interno
– Expressão afetiva, familiar e profissional
– Ilusão central
– Caminho de cura e virtude esquecida (autenticidade)

Finalize com a reconexão entre fazer e ser.


🔹 PROMPT — TIPO 4 | O INDIVIDUALISTA

Escreva um texto profundo, sensível e estético sobre o Tipo 4 do Eneagrama (O Individualista), unindo emoção, identidade e presença.

Inclua:
– Arquétipo (artista ferido, buscador da identidade)
– Luz essencial e sombra
– Medo central
– Padrões de infância e ferida (“falta algo essencial em mim”)
– Fixação (melancolia)
– Paixão (inveja existencial)
– Ciclo interno
– Relações, família e vocação criativa
– Ilusão central
– Caminho de cura e virtude esquecida (equanimidade)

Conclua mostrando que a identidade nasce da presença, não da falta.


🔹 PROMPT — TIPO 5 | O INVESTIGADOR

Escreva um texto silencioso, lúcido e profundo sobre o Tipo 5 do Eneagrama (O Investigador), revelando o movimento entre observação e vida.

Inclua:
– Arquétipo (sábio, observador)
– Luz essencial e sombra
– Medo central
– Padrões de infância e ferida (“o mundo exige demais de mim”)
– Fixação (avareza energética)
– Paixão (retenção)
– Ciclo interno
– Dinâmica relacional e profissional
– Ilusão central
– Caminho de cura e virtude esquecida (generosidade do ser)

Finalize com a passagem do isolamento para a participação viva.


🔹 PROMPT — TIPO 6 | O LEAL

Escreva um texto cuidadoso e revelador sobre o Tipo 6 do Eneagrama (O Leal), explorando medo, confiança e coragem.

Inclua:
– Arquétipo (guardião, aliado)
– Luz essencial e sombra
– Medo central
– Padrões de infância e ferida (“o mundo não é seguro”)
– Fixação (covardia/dúvida)
– Paixão (medo)
– Ciclo interno
– Expressões fóbicas e contrafóbicas
– Ilusão central
– Caminho de cura e virtude esquecida (coragem/fé)

Conclua com a confiança que nasce de dentro.


🔹 PROMPT — TIPO 7 | O ENTUSIASTA

Escreva um texto leve, profundo e verdadeiro sobre o Tipo 7 do Eneagrama (O Entusiasta), integrando prazer e presença.

Inclua:
– Arquétipo (visionário, buscador de possibilidades)
– Luz essencial e sombra
– Medo central
– Padrões de infância e ferida (medo da dor e da privação)
– Fixação (planejamento/fuga)
– Paixão (gula)
– Ciclo interno
– Relações, família e trabalho
– Ilusão central
– Caminho de cura e virtude esquecida (sobriedade/profundidade)

Finalize mostrando a alegria que aprende a ficar.


🔹 PROMPT — TIPO 8 | O DESAFIADOR

Escreva um texto forte, verdadeiro e compassivo sobre o Tipo 8 do Eneagrama (O Desafiador), unindo poder e vulnerabilidade.

Inclua:
– Arquétipo (guerreiro, protetor)
– Luz essencial e sombra
– Medo central
– Padrões de infância e ferida (“se eu não for forte, serei ferido”)
– Fixação (vingança/controle)
– Paixão (luxúria/intensidade)
– Ciclo interno
– Relações, família e liderança
– Ilusão central
– Caminho de cura e virtude esquecida (inocência/magnanimidade)

Conclua com a força que se torna serviço.


🔹 PROMPT — TIPO 9 | O PACIFICADOR

Escreva um texto sereno e profundo sobre o Tipo 9 do Eneagrama (O Pacificador), revelando a tensão entre paz e apagamento.

Inclua:
– Arquétipo (mediador, unificador)
– Luz essencial e sombra
– Medo central
– Padrões de infância e ferida (“minha presença não importa”)
– Fixação (preguiça espiritual)
– Paixão (indolência/anestesia)
– Ciclo interno
– Dinâmica relacional, familiar e profissional
– Ilusão central
– Caminho de cura e virtude esquecida (presença ativa)

Finalize mostrando a paz que nasce quando a alma se apresenta.